sábado, 3 de maio de 2008

The Meaning of Life

O mundo dos videojogos também tem os seus blockbusters. É assim com a série Grand Theft Auto (que lançou o quarto capítulo há dias), Half-Life, Age of Empires... só para nomear alguns. Mas nenhum conseguiu chegar a um público tão diversificado como a série Sims.
E eis que se avizinha o terceiro jogo: The Sims 3 está em produção e deve chegar algures no próximo ano (sim, ainda há que esperar um bom bocado). Há novidades de peso: para além do novo grafismo, os sims serão agora totalmente personalizáveis, inclusivé a sua personalidade; os bairros passarão a ser um espaço único onde se poderá passear sem interrupções para loadings chatos; as barras de energia e outras desaparecerão para que o jogo se foque naquilo que é mais importante, a vida dos sims em toda a sua plenitude.
Não deixa de ser curioso o sucesso deste jogo. Muitas pessoas procuram um escape da sua vida aborrecida e mundana... e acabam a jogar a vida "aborrecida" e mundana dos seus alter-egos virtuais (ou não alter-egos, tanto faz). E como pode a novela da vida real fascinar-nos assim tanto? O que leva as pessoas a jogar The Sims, ao ponto de torná-lo num dos jogos mais jogados e rentáveis de sempre? Curiosidade? Voyeurismo? A sensação de ser Deus?
Independentemente da razão, este jogo tem o valor de ter conseguido conquistar jogadores mesmo junto daqueles que, empedernidamente, não costumam jogar videojogos por serem peças de arte menores ou brincadeiras de crianças. Jogadores hardcore e jogadores casuais, todos cederam aos encantos desta casa de bonecas virtual.
O terceiro capítulo será um sucesso de vendas. Isto é um dado adquirido. Agora só resta saber que mais maravilhas virtuais se escondem por detrás da mais simples das ideias: o bocejo do dia-a-dia.