sábado, 30 de agosto de 2008

McWhat?!


MacNalgas is an art collective based in Berlin, Chicago, Mexico City, Oaxaca, San Miguel De Allende and Valle de Bravo. This is their first compilation featuring many experimental sounds from musicians like Barking Cheezus, Marc Kalchon and The Ruth Handler.
Pior do que isso, só mesmo o produtor de música Nick Chacona...

Ambição Sem Limites

Hoje em dia é pouco provável que alguém minimamente informado ainda não tenha ouvido falar no jogo "The Sims". Um simulador da vida quotidiana, com um conceito tão simples e básico que alcançou uma popularidade tremenda e é, actualmente, o jogo mais vendido de sempre. Já aqui falei da terceira incursão, que chegará às lojas lá para início do próximo ano, ainda mais complexa e ambiciosa.
Mas isso agora não interessa nada. Interessa, isso sim, falar da nova produção de Will Wright, a mente visionária por detrás da criação de "The Sims": chama-se "Spore" e é a ambição em forma de jogo.
É que, ao contrário da simulação da vida quotidiana de todos nós, "Spore" propõe-nos nada mais nada menos do que a simulação da vida, ponto final. Desde o seu aparecimento sob a forma de pequenas células até à conquista espacial. E o mais interessante é que nós podemos controlar e decidir TUDO.
O jogo adopta a teoria da panspermia, ou seja, que a vida na Terra surgiu devido à queda de um meteorito que trazia consigo as "sementes" da existência. Depois, entramos no jogo propriamente dito, que se divide em 5 fases.
Na primeira - fase celular - decidimos se queremos que o nosso bichinho seja carnívoro ou herbívoro. Depois é só comer células e ir crescendo (em traços muito gerais).
Na fase de criatura entramos em contacto com o fabuloso editor que a Maxis criou. Podemos criar a nossa criatura como bem entendermos. Querem uma criatura com 10 pernas? Ok, ela vai ser muito rápida. Querem que a vossa criatura seja uma cabeça saltitona com 200 olhos? E porque não? E que tal uma com os olhos no rabo e a boca nas costas, duas asas na testa, dois braços a penderem-lhe da barriga, uma carapaça a revestir o dorso e duas tetas a pender-lhe do local onde deveriam estar as pernas? Sim, também é possível. Aqui não há (muitos) limites. Depois faz-se o que as criaturas selvagens fazem: caça-se, ruge-se (ou silva-se, ou muge-se, ou brada-se, ou berra-se ou lá o que quiserem), evita-se ser comido, acasala-se.
A fase seguinte é a tribal: o cérebro da nossa criatura está mais desenvolvido e chega a altura de passarmos a controlar comunidades. Surgem os primeiros instrumentos, batalhas, profissões e desenvolve-se a linguagem à medida que se contacta com outras comunidades (criadas pelo jogo ou por outros jogadores).
Na fase de civilização a nossa tribo passa a cidade moderna e o objectivo é... dominar o mundo! Muahahaha! É possível criar casas, carros, barcos, aviões, aeronaves a nosso bel-prazer. Podemos conquistar outras civilizações pela guerra, pela economia ou pela religião. A tecnologia evolui a olhos vistos e prepara-se para a fase final. Surge o editor de OVNIS.
A última fase é a espacial. O nosso pequeno planeta já não é suficiente (ou foi dramaticamente destruido pela nossa poluição) e o universo revela-se como o próximo objectivo. Podemos até alterar os planetas que pretendemos colonizar. Podemos raptar seres de outros mundos ou até colocar monólitos (uma piscadela de olho a 2001 - A Space Odyssey) para estimular o desenvolvimento de vida inteligente. Quando obtemos a possibilidade de fazer viagens inter-estelares, passamos a ter à nossa disposição os cerca de 500 mil mundos que povoam a nossa galáxia (onde também é possível ver nébulas, supernovas, buracos negros, etc).
Chega a ser assustador, tanta liberdade e tantas possibilidades. Mas é incrivelmente simples e intuitivo, tal como "The Sims" já era.
Este é, sem sombra de dúvidas, o jogo mais ambicioso de sempre. E é uma aposta ganha. Resta saber se irá destronar "The Sims".
PS: A banda sonora é composta por Brian Eno, um dos mestres da música ambiente.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Foje Foje Bandido

Para quem gosta mesmo do mui talentoso e multifacetado Manel Cruz (ex Ornatos Violeta e Pluto) tem de confirmar aqui o seu novo projecto. Ao todo são três cd's, albergados em capa dura. Pode ser encomendado aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Electrólise


Em Setembro chega a segunda incursão a solo de Morgan Geist.
"Double Night Time".
Desta vez, com capacidade de vingar, ou não tivessem algumas faixas a presença da voz sussurada Jeremy Greenspan, dos Junior Boys.
A considerar atentamente.
PS: E por falar nos Junior Boys, desta vez não me escapam!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pop Galore

A irmã mais velha e estilosa das Girls Aloud?

A prima perdida da Roisin Murphy?

A Kylie escandinava?

Não interessa. É perfeição POP absoluta!

Annie: I Know UR Girlfriend Hates Me

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Summer Essentials IV

No rescaldo de uma visita nocturna recente à capital do Império, (re)apareceu-me este álbum dos Metro Area, originalmente editado em 2002. E porquê? Porque este é um disco de música de cidade, para ser ouvido em avenidas, por entre os arranha-céus de aço e vidro. Este é um som de espaços fechados, de proximidades e de respirações ofegantes, um mundo criado e prenhe das atmosferas dos clubes nocturnos. Estranhamente, é o tipo de música que parece deslocado no campo, na praia, ou até mesmo no leitor do carro... Os Metro Area combinam doses maciças de disco, ondas de funk, e aqui e ali uns pozinhos essenciais de new-wave e synthpop, para servirem de cúpula à coisa. O que acontece é que a seguir retiram de cada faixa tudo o que é excedente até se ficar apenas com os seus elementos essenciais. Apesar de estarem associados a alguma microhouse e a uma atenção à economia musical, nunca sobrecarregam a música aqui presente com qualquer tipo de bagagem teórica. É como se não quisessem que qualquer tipo de imperfeição e/ou distracção manchasse a limpidez da sua produção. O resultado é um som elegantemente produzido e com um sentido de ritmo inatacável e um calor que se sente fluir através da conjugação das electrónicas com os elementos artesanais, incluíndo (e aqui, numa nota pessoal, eles ganharam a parada...) as cordas do Kelley Polar String Quartet. É este equilíbrio que faz o disco ser o triunfo que é. Aliás, estas faixas soam tão bem e conjugam influências tão díspares que, por vezes, quase seria desejável a existência de vozes para animar ainda mais o ambiente. Não é que as faixas não funcionem suficientemente por elas próprias. Conseguimos facilmente absorver a elegância dos seus espaços e admirar as variações ritmicas que se estabelecem entre si. A questão é que alguns destes acordes e padrões ritmicos são tão profundamente pop que acaba por ser quase um sacrilégio deixar as vozes de fora. De qualquer forma, summer in the city, em grande estilo graças a Morgan Geist e Darshan Desrani. Façam como eu, ponham o ipod a funcionar e percorram as avenidas novas numa noite de como as que têm estado ultimamente e deixem-se ir. Uma pequena paragem no café do Maria Matos deverá ajudar a mais uns momentos de prazer...