sexta-feira, 11 de abril de 2008

MUSICA DE FDS



JOY DIVISION - SHE'S LOST CONTROL

quinta-feira, 10 de abril de 2008

YOUTH WITHOUT YOUTH



Estreia hoje o novo filme de Francis Ford Coppola. Uma Segunda Juventude é um triller/romance muito bem construído sobre a linguagem humana e do mundo. Ainda ando a digerir este filme e a analisar pormenores, por isso fica para mais tarde um post mais alargado. Não fiquem em casa e vão ver esta pequena obra prima, vale mesmo a pena. Bom filme!

terça-feira, 8 de abril de 2008

ICE AGE 3 - BLINDNESS TRAILERS

Aqui estão dois dos mais promissores filmes em estreia, são eles o Ice Age 3 e Blindness ( Ensaio Sobre a Cegueira ). O primeiro dispensa apresentações ( Verão de 2009), mas o segundo é uma adaptação de Fernando Meireles (Cidade de Deus e Fiel Jardineiro) do livro do Nobel José Saramago e conta com a participação de Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael García Bernal e Sandra Oh. Aqui ficam.

ICE AGE 3




BLINDNESS ( Ensaio Sobre a Cegueira )


segunda-feira, 7 de abril de 2008

Alone In New York

A pedido de algumas famílias aqui ficam algumas considerações (rápidas) sobre "I Am Legend". Em primeiro lugar é um filme invulgar, escondendo sob a máscara de um blockbuster popular um exercício bastante curioso sobre a solidão e os seus efeitos. Há várias coisas boas a reter: Will Smith mostra todo o seu talento como leading man e aguenta sozinho a primeira parte do filme com brilhantismo e carácter, enchendo o écran com a sua presença. Neste "segmento" de mercado, há poucos assim. Temos também o excelente production design de uma Nova Iorque abandonada pelos humanos e entregue à natureza. Custou muito dinheiro e nota-se, é um dos melhores trabalhos deste tipo no mainstream de Hollywood. Goste-se ou não do resto, é um regalo para a vista. Depois, o realizador Francis Lawrence (Constantine), vindo dos videos de música e da publicidade, tem olho para o visual e para criar ambientes. E assim temos uma reflexão interessante e razoavelmente profunda sobre a solidão e sobre os efeitos dos limites da ciência, assunto com alguma relevância nos dias que correm. Tudo escorreito e, pasme-se, inteligente. O problema é que o dispositivo formal e temático do filme não vai até ao fim, cedendo, infelizmente, lugar à espectacularidade necessária às massas e aqui entram os mutantes, criaturas digitais muito primárias e que desiquilibram todo o filme. Entra o barulho, o clamor da música, os sustos induzidos à força e perde-se o resto. Uma pena. Mas, mesmo assim, um filme que ousa uma outra dimensão do cinema dito popular. Em tempo de vacas magras, é de saudar.

SICKO



Se existem neste mundo pessoas controversas então Michael Moore está seguramente entre esse grupo. Vi finalmente o último documentário deste realizador" Sicko" e posso afirmar que ele não mudou nada desde o seu último doc. Moore ataca sem piedade o sistema de saúde Americano (será que existe algum?) e os lobbies que as seguradoras de saúde têm nesta área. Sempre crítico, Moore ataca sem dó a sua linda nação que se auto intitula de exemplo para a humanidade. Sem dúvida que é o melhor doc. dele: pouco protagonismo da sua parte e uma mensagem simples: "O que se passa connosco?". Moore viaja por alguns países do mundo para conseguir uma base de comparação com o sistema Americano. Começa pelo País modelo vizinho- Canadá. Mas não fica por ai. Desloca-se também à Europa ( França e Inglaterra). A cartada final é a viagem a Cuba (por incrível que pareça). As comparações são abismais, todos estes países têm um sistema grátis para todos os cidadãos, independentemente do seu estatuto social ou rendimentos. Nos Estados Unidos funcionam os lobbies das seguradoras onde a sua única e máxima preocupação é LUCRAR cada vez mais. É caso para perguntar o porquê de tantas críticas ao nosso sistema de nacional de saúde. Será que se eu vivesse no país mais civilizado do mundo teria um acompanhamento médico tão bom quanto o nosso? Claro que não. No fim, Moore tem um último golpe de génio, quando um "inimigo" virtual, dono de um site anti-Moore, lamenta ter que encerrar o seu site porque não tem dinheiro para continuar aberto de modo a conseguir pagar a cara operação à sua esposa . Moore envia-lhe então um cheque anónimo. O seu inimigo agradece-lhe, chama-o de "anjo da guarda" e admite publicamente que essa foi a única maneira de salvar a sua companheira da morte. No filme, Moore mostra a fotocópia do cheque e demonstra que bastava ao seu "admirador" viver em qualquer país Europeu, no Canadá ou mesmo em Cuba para não ter que pagar um único centavo pela mesma cirurgia.

Luxo a 110 euros de distância!



É um ovni? É uma bomba-relógio? É um objecto do demónio?
Não! É o meu novo disco externo de 500 GB da Western Digital!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

More Moore?


Não há dúvida que Michael Moore pretende ser o grilo falante da América. O problema reside no facto do grilo querer ter a força do leão, o pescoço da girafa, as pernas da gazela, os ouvidos do elefante. Manufacturing Dissident é o documentário que tenta desmascarar um grilo que não olha a meios para conseguir os seus objectivos. Nem que para isso tenha que camuflar, mascarar, omitir ou descontextualizar a verdade. Muitos sites Anti-Moore, como este, tentam refutar os seus argumentos e provar que é dono de um dos maiores umbigos do mundo ( e não se referem à gordura localizada). Não acreditamos que tudo o que Moore faça seja apenas tentar provar teorias de conspiração. Acreditamos até que ele tenha alguma preocupação social ou que acredite na capacidade (sobre)humana de mudar o mundo. No entanto, não nos foi possível assistir ao Sicko sem um outro grilo ao ouvido a sussurrar "Será?".